segunda-feira, 13 de julho de 2015

Propaganda-Comercial




“Propaganda-Comercial”
Escrito por Robson Nakazato
(09/05/2015 - sábado)


Ano de 2008. Em uma sala de aula do colégio Cerebrus, alunos de uma turma do nono ano (antiga oitava serie) estão fazendo apresentações de trabalho escolar sobre a reencenação de propagandas comerciais.

PROFESSORA – Bom. Depois de ver as propagandas dos grupos e pelo menos ninguém pegou cerveja alcoólica:
  • *      Escabin (piolho-piolho) – uma aluna fantasiada de professora com jaleco e óculos, e suas outras colegas com cabelo de Maria Chiquinha;
  • *      Havaianas Fit & Avó – uma garota, e duas pessoas fantasiadas de idosa e de Cauã Reynolds;
  • *      Dança com Bom-Bril – um cara fantasiado de Charlie Chaplin segurando dois garfos com Bombril;
  • *      Embratel – três nerds gordos com roupas coloridas (amarelo, verde e vermelho) do DDD;
  • *      Amoeba – quarteto de amigos com massinha nas mãos, sendo que um deles está com sujeira na boca;
  • *      Termas de Jurema musical – coral com roupas de verão.


ALUNA – Espera professora! Falta o Alex.
PROFESSORA – Alex você não vai fazer?
ALEX – Não. Vai ficar muito ridículo.
PROFESSORA – Vai demonstra.
TURMA – Alex! Alex! Alex! Me dê: um A, um L, um E, um X. Alex!
ALEX – Ta bem. Ta bem.
PROFESSORA – Oh Alex. Eu não quero nada de violência erótica.
ALEX – Relaxa professora.

Alex se prepara. Coloca uma peruca e barba, veste uma roupa velha. Cola um papel na porta que diz “saída”, dá para a professora um papelão e deixa com dois colegas uma manta preta.

Alex começa apresentar sua encenação de um prisioneiro que está saindo da prisão, olhando os colegas como se fossem outros prisioneiros até a porta. Abre a porta e sai da sala; e de novo abre a porta e entra na sala. Começa dar passos falsos e olhar para cima se fazendo de prisioneiro libertado. Até que pede para a professora levantar o papelão que deixou. No papelão tem desenho de um carro, Alex dá uma parada pra olhar e depois pede para dois colegas levantarem a manta preta. Até ouvir um som de vidro quebrado e alarme de carro. Antes de acabar a apresentação Alex mostra um papel para turma com a frase escrita “Impossível sentir a indiferença”.

ALEX – Fim de apresentação.

Todo mundo fica com olhar de chocado deixando cair algumas coisas. Até que alguém fala com outro colega para disfarçar o clima da sala.

ALUNO – Gabriel! Conta àquela piada ridícula do saquinho de leite e caixa de leite, depois da educação física.

FIM


Para quem não lembra de algum destes comerciais citados aqui vai o link de alguns:

Escabin (https://www.youtube.com/watch?v=tXGgEYlX7xE)
Bombril (https://www.youtube.com/watch?v=mq4SjOqzSvY)
Havaianas (https://www.youtube.com/watch?v=EOkG4S8KzgY)
Carro (https://www.youtube.com/watch?v=uysFryeN8KM)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Totalmente Eco-Sustentável



“Totalmente Eco-Sustentável”
(11 de junho de 2015 – quinta feira)
Escrito por Robson Nakazato

O dia amanhece numa casa pequena com aparência de um trailer. Um relógio despertador feito com engrenagens antigas com peças de dominó representando os números começa a tocar e o mendigo acorda. O Mendigo olha para o calendário na parede e vê que é dia 17 de junho.

Ele tira a coberta feita de meias velhas e sai da cama beliche improvisada com plataforma de madeira de carga. Desce do beliche e vá para o banheiro fazer a necessidade do numero 2 em recipiente ligado ao aparelho fermentador produtora de energia elétrica. Faz xixi em um pote, e depois joga o liquido num bombeador idêntico mostrado no filme Walter World (1995) que purifica a urina para poder beber.

Sai do banheiro, sobe numa escada para tirar os panos pretos que cobrem as lâmpadas de garrafa pet nas quais estas iluminam o ambiente da sala que tem papel alumínio como papel de parede. Na cozinha está tomando seu café da manha e assiste seu gato comendo dentro da casinha feita com antigo monitor de computador.

O Mendigo começa a sentir calor vai para uma parede feita de picos de garrafas pet e tira suas tampinhas para circular o ar. Vai na porta e abaixa para pegar a correspondência. Ao sentar se levanta pulando de surpresa por causa da cadeira feita placas de software; ao ver uma conta de imposto fica puto, senta na poltrona de armas de fogo, joga o papel, pega rapidamente um resolver e atira na conta. Antes de sair, arruma a fiação elétrica da casa colocando mangueiras de jardim para proteção contra filtragem de água.

Ao sair, rega as plantas nos vasos de plástico do amaciante. Sobe em cima da casa, ao mesmo tempo abre o plano demonstrando que a residência é na verdade um barco navegando em águas escuras coberto de resíduos sólidos e no mundo destruído. Até que a imagem congela e aparece um homem de terno.

HOMEM
- Você não gostaria de viver nesta situação, não é? Muitas empresas, empreendimentos e organizações vivem tentando te convencer você cidadão cansado de consumir produtos que deixam na maioria dos casos insatisfeitos e sem necessidade de precisar. Isso sem falar que o planeta Terra já não possui o mesmo suporte de antigamente.

O fundo da imagem muda e aparece o logotipo do “Arcando Desejo”.

HOMEM
- Mas a minha empresa formada por mim e minha equipe de gestores ambientais que não temos essa mesma intuição comparada com as outras. A gente além de atender o serviço de consultoria nós também produzimos produtos com a melhor qualidade sem cometer os atos de desperdício e impactos negativos. Bom eu queria fechar esse comercial com a seguinte frase:
“Todo amanhã é sempre uma reflexão ao futuro nas ultimas horas contadas”


Dia Nacional da gestão ambiental
Parabéns aos gestores e gestoras
FIM

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Crossover dos Eco-Chatos




“Crossover dos Eco-Chatos”
Escrito por Robson Nakazato
(23/04/2015 – quinta feira)



Cena abre com uma bola pulando escrito “meio ambiente”, depois aparece outro escrito “social” e novamente mais uma escrita “economia”. Abre com plano maior demonstrando um acadêmico Engenheiro Ambiental fazendo malabarismo com os três pilares da sustentabilidade. Junto com ele está um acadêmico Gestor Ambiental fazendo analises de vários documentos.

ENGENHEIRO – Claustrofobia é que define nosso trabalho de proteção ao meio ambiente.
GESTOR – Esse é o trabalho de ativistas que abraçam arvores. Somos minimizadores de impactos ambientais de empresas e organizações.
ENGENHEIRO – Mas depois daqui vamo lá no DÊ-BAR?
GESTOR – Sei não. Ainda tem mais coisa para ver.
ENGENHEIRO – Como assim mais coisa? Eu já terminei todos os cálculos e estatísticas das empresas nessa operação. Vocês gestores não fazem o... Como é mesmo o nome? Analise SWOT ou FOFA, Plano de Ação, licenciamento, geoprocessamento, educação ambiental, SEIYA/RIA...
GESTOR – É EIA/RIMA. E ainda vejo: analise de riscos, segurança, saúde & higiene, previsão analítica dos fatores futuros, os projetos integrados...
ENGENHEIRO – Políticas Nacionais e economia ambiental.
GESTOR – Sim. Mas você da engenharia ambiental também aprende essas duas ultimas também. Alem daquelas disciplinas sombras-perseguidoras de cálculo e VGA (Vetores e Geometria Analítica).
ENGENHEIRO – Tá, tá, tá. Já entendi o que você quis dizer. Você é o cara com visão holística integrada dos fatores. E eu como engenheiro só sou apenas um técnico concentrado em único foco através dos cálculos e da física.
GESTOR – Mas já que você tá fazendo o malabarismo da sustentabilidade queria ver um pouco da sua opinião sobre as empresas na “Operação Sem Recursos”.
ENGENHEIRO – Beleza.

Engenheiro deixa de fazer o malabarismo. Pega papéis anotados.

ENGENHEIRO – Não se esqueça do objetivo. Com poucos recursos naturais raríssimos e orçamento paupérrimo a serem liberados para apenas uma organização empreendedora.
GESTOR – Ok.
ENGENHEIRO – Eu vi aqui alguns dos mais ideais na minha opinião e você me diga o que acha.
GESTOR – Beleza. Fala ai algum.

De repente fica um silencio. O Gestor olha o Engenheiro com olhar estranho.

ENGENHEIRO – OK. Primeiro aqui é... Cerebrus, colégio cujo lema é “deixando seu mente igual à cintura de seu diretor”. Desejo deles é utilizar os reursos para amostras à feira de ciências.
GESTOR – Mesmo que os alunos tenham educação ambiental, eles vão pouco se importar e vão apenas focar no consumismo de eletrônicos.
ENGENHEIRO – Que acabam utilizando o consumismo como um escape. É bem pensado. (Marca um X)
GESTOR – Qual é o outro?
ENGENHEIRO – CNTvBr a empresa de seriados, reallity shows e programas com quadros plágios.

Engenheiro e Gestor olham com cara azeda. Gestor faz um sinal com mão fazendo corte no pescoço. Engenheiro amassa o papel. Ambos estão completamente confiantes sobre o histórico da grande geração de resíduos. Passam horas e horas intermináveis (que pareciam aulas de faculdade) de analise de várias companhias.

GESTOR – E então sobrou mais algum?
ENGENHEIRO – Bom. Tem um “Arcando Desejo”. Essa é nova.
GESTOR – O que essa companhia tem?
ENGENHEIRO – Não muita coisa. Acabou de inaugurar e o dono é ex-professor universitário.
GESTOR – É mesmo. E qual é o negocio dele?
ENGENHEIRO – Reciclagem de reuso/reaproveitamento. Produção artesanato e desing de produtos e materiais sustentáveis.
GESTOR – Como, por exemplo?
ENGENHEIRO – Cordinhas para pen-drive que vêm acompanhados com uma mini-caneta com aparência de papel reciclado. Moveis de puffs & sofás, e camada de flutuação utilizando garrafas pet. E também... (começa a sorrir e dar risada)
GESTOR – O que foi?
ENGENHEIRO – Dá uma olhada nisso!
GESTOR – (Pega o papel e começa achar graça também) Papel de parede utilizando alumínio junto com uma lâmpada florescente para gerar iluminação por todos os lados. O tênis de corrida que também é carregador de bateria de celular acabou de ser aprovado pelo mercado e próximo de ir às prateleiras.
ENGENHEIRO – Fala aí.
GESTOR – Futuro projeto. O aparelho que se implanta dentro do corpo humano entre o fígado e estomago. A mágica é utilizar a urina e a bosta da pessoa transformando-as em energia elétrica para sua residência.

Engenheiro e Gestor confiantes para quem irão ceder os recursos da operação.

ENGENHEIRO – Wohhh! Isso sim é o futuro.
GESTOR – Esse é um dos pouco que aprendeu o sistema “Pull” ao seu público.



Fim

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Apenas Uma Breve Parada.

Olá leitor(es)

Hoje é dia 19 de fevereiro, quase 7 meses depois que o blog Pulp Alter surgiu. Conforme eu tinha dito na primeira postagem, "Apresentação Introdutória", o meu planejamento era durar apenas 6 meses e afirmei que os leitores irão definir o destino do blog.
Portanto leitores chegou a hora de vocês decidirem o futuro do blog. Se a demanda do público querer mais eu estarei motivado a continuar; mas caso ao contrário, pelo menos eu tentei e foi uma tentiva muito orgulhosa. Então se você quiser que Pulp Alter continue comente nos comentários abaixo desta postagem, escreva mensagens na página do Facebook (https://www.facebook.com/pages/Pulp-Alter/613337665432283?ref=hl) ou até mande hashtag como hashtag (#PulpAlterContinue).

Basicamente é tudo isso que tenho a falar. Então leitores que acompanham desde a criação ou até estão conhecendo agora, esta será tarefa de vocês daqui pra frente com futuro do blog Pulp Alter está em suas mãos.

Abraços

A Fórmula da Série

“A Fórmula da Série”
(04/11/2013 – segunda feira)


NOTA do AUTOR: nesta publicação será um pouco diferente, pois este possui o formato escrito como um roteiro comum de filme ou série. Falando em seriado, esta história pode ser bem compreendida caso o leitor assista muitas séries de TV. 


Na sala de reuniões da Comissão Nacional da Televisão Brasileira (CNTVBr) encontram-se vários roteiristas de todos os meios de entretenimento, como os de: novelas, reality shows, esquetes de humor e etc. Todos estão trocando ideias até a chegada do Diretor da empresa.

DIRETOR
                       - Bem,  bom dia a todos e obrigado por virem nesta reunião. Eu pedi a todos vocês virem aqui porque este país precisa de algo novo!
ROTERISTA 1
                       - E o que seria Diretor?
DIRETOR
                       - Bem, é que ultimamente nossa empresa comprou muitos direitos autorais de exibição de alguns programas da TV de fora. Como: BBB, Ídolos, Master Chef e The Voice. E aí que eu lhes pergunto “qual é principal novidade do momento das TVs de hoje?”

Todos ficam em dúvida, olhando para cima, pondo a caneta/lápis perto da boca como forma de pensamento e alguns conversam  baixinho.

DIRETOR
                       - Hã...para não perdemos tempo eu digo: séries de TV com episódios interligados.
ROTERISTA 2
                      - Espera aí seu Diretor, o senhor quis dizer novelas?
DIRETOR
                      - Não! Nunca! Série de TV interligada, sabe aquela no estilo americana.  Sem essas tramas de: “quem matou quem”, “fulano traiu com seu corno”, “muito menos vilão de coisa mexicana”. 
ROTERISTA 3
 - Só um minutinho senhor Diretor.
DIRETOR
                     - O que foi Bráulio? 
ROTERISTA 3
                     - Como é essa série de TV no estilo americano que o senhor está falando?
DIRETOR
                     - Aquelas que seguem uma fórmula específica. Se vocês notarem, por exemplo, depois de 24 Horas e Lost, muitas séries vieram com esta mesma fórmula. Eu inclusive escrevi algumas coisinhas obrigatórias que deve ter.
ROTERISTA 4
                     - Ah que bom! Então fale aí Diretor.
DIRETOR
                     - A trama deve girar em torno de: pessoas unidas por uma determinada causa, sempre haver um personagem de origem asiática, ter criança ou adolescente no meio, alguém muito estranho sinistro guardando algum segredo consigo; e o protagonista possui algum passado não tão bom e enfrentar a situação atual como uma oportunidade de se ver melhor.

Depois que todos ouviram o Diretor os roteiristas papearam um pouquinho sobre a idéia, balançaram suas cabeças positivamente e bateram palmas.
ROTERISTA 5
                     - Mas eu ainda tenho uma dúvida.
DIRETOR
                     - O que foi René?
ROTERISTA 5
                     - Por acaso esta série vai ter putaria?  Sabe...vai ter cenas de sexo, homens mostrando a bunda e as mulheres os peitos?
DIRETOR
                     - Pode até ter um pouquinho de tetas. Podemos até nos igualar as séries da HBO ou Show Time, para o público poder ver e gozar.                    
ROTERISTA 3
- Desculpe aí só um minutinho senhor!
DIRETOR
- O que foi Bráulio?
ROTERISTA 3
- O senhor havia dito que queria uma série de TV no estilo americana, certo?
DIRETOR
- Isso.
ROTERISTA 3
- Que tal a gente inserir nesta série um problema atual e reflexivo ao país.
DIRETOR
- Tai alguém que tem uma brilhante idéia. Conta aí.
ROTERISTA 3
- Se a gente fazer uma série parecido com The Walking Dead. Só que ao invés de zumbis vamos colocar o apocalypse fosse: o retorno da inflação!
DIRETOR
- Continue sua história.
ROTERISTA 3
- Bom se passa em algum tempo depois da Copa do Mundo, Olimpíadas no Brasil e alguns eventos de encontros universais terem sido fracassados aqui. Com isso os países do mundo perceberam a nossa verdadeira face maquiada, e eles decidem abandonar as parcerias financeira e econômica. Com isso todos os tipos de produtos daqui aumentaram seus preços e assim retornou aquela inflação dos anos oitenta.
ROTERISTA 1
- E com a inflação, o governo irá fuder o povão deixando-o emputecido. E aí a população que tem a cultura do “foda-se” acabam quebrando tudo em sua volta.
ROTERISTA 2
- Assim os políticos recebem proteção da polícia, do exército, da marinha e aeronáutica brasileira; deixando a população de lado. Assim temos nossos personagens que estão à procura destes safados a fim de buscar uma vida melhor.

Todos estão alegres pela ideia brilhante. Até que alguém interrompe chamando o Diretor.

ROTERISTA 4
- Diretor só um esclarecimento.
DIRETOR
-          Que foi?
ROTERISTA 4
- O que tá mesmo bombando não são séries de TV e sim os serviços de “streaming”.
DIRETOR
-          Quê?
ROTERISTA 4
-           Streaming. Netflix. Crackle. Serviços de internet com pacote de opção “Play”.

Todos ficam em silêncio. Ninguém reage. Roterista 4 tenta entender o que aconteceu

ROTERISTA 4
- Gente. Que foi? Por que todo mundo tá parado aí?
ROTERISTA 5
- Estamos esperando...
ROTERISTA 4
- Quem?
DIRETOR
- O escritor que criou a gente e nossa história. No momento ele está em crise de criatividade para nossa finalização.
ROTERISTA 3
- Lembra o Tele Curso 2000 que tinha um personagem chamado Machado que era escritor e trabalhador industrial. Na maioria das histórias dele eram incompletas e ficavam congeladas.
ROTERISTA 1
- E aí aparecia um homem perguntando ao espectador como iria acabar.
ROTERISTA 5
- É. Acho que ele tá chegando...

O Diretor e os roteiristas saem de cena. Aparecem dois homens: branco e negro sentados numa mesa com uma máquina de escrever. Aí viram a cabeça para conversar com leitor.

MACHADO (Theo Werneck)
- E você tem alguma ideia para mim?
PERSONAGEM DO TELECURSO (Acaiabe)
- (Risos) É faz muito tempo que nós não vemos. Já que você conseguiu chegar até aqui pode fazer um pequeno favor. Deixe um pouco seu celular de lado e vamos exercitar a imaginação para esta história.
MACHADO (Theo Werneck)
- Se você sabe como terminar escreva aqui na parte dos comentários. Foi bom nos reencontrar. Tchau.
PERSONAGEM DO TELECURSO (Acaiabe)
- Até a próxima.


FIM

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Festa de Reencontro




“Festa de Reencontro”
(23/01/2015 – Sexta feira)
Escrito por Robson Nakazato


NOTA do AUTOR: antes de vocês lerem uma pergunta: Vocês já ouviram falar, lembram e/ou assistiram o desenho “Os Três Amigos e Jerry”? Caso você não sabia de nada sobre o programa sugiro que você pesquise, pois esta publicação tende a ser um pouco nostálgica.


Em um baile de reencontro de ex-alunos do ginásio de um colégio americanos três antigos amigos se encontram.

JERRY – Eric. Thomas.
ERIC e THOMAS – Jerry!
JERRY – Nossa! Quanto tempo que a gente não se vê desde 99 junto com o Frank.
ERIC – Puxa é mesmo.
THOMAS – Que memória você tem Jerry.
JERRY – Vamos pegar uma mesa vazia.

Os três se sentam em uma mesa e começam a falar sobre suas vidas.

JERRY – Então onde vocês estiveram depois que eu tinha me mudado em 99 novamente.
THOMAS – Bem eu decide ficar porque meu pai adquiriu terras agrícolas de produção para poder pagar as minhas despesas de faculdade de fora.
JERRY – Nossa que bacana.
THOMAS – Eu não diria isso Jerry.
JERRY – Por quê?
THOMAS – Porque naquela época vivia numa rotina que seguia da seguinte forma: de segunda a sexta eu cursava minha faculdade; nos finais de semana voltava aqui para ajudar meus pais para realizar os serviços internos; e no domingo a noite voltava para meu curso para tudo novamente. Inclusive tinha o Frank que me chamava para... Bem você sabe.
JERRY – Saco, hein.
THOMAS – É. Nem me fale.
JERRY – E Eric?
ERIC – Bem. Eu entrei num time de futebol. Joguei por quatro anos até conseguir uma bolsa de estudos. Fiz educação física e hoje sou “couching” de meninos desanimados e gordos pela globalização. Sabia que o Frank entrou junto comigo mas foi expulso do time por invadir o banheiro feminino.
JERRY – Que cagada!
ERIC – Mas e você Jerry? O que você andou fazendo desde que mudou novamente em 1999?
THOMAS – Pera ai por que você tinha se mudado mesmo?
JERRY – Bem...Lembra uma vez quando eu fui caçar borboleta e peguei o inseto pousada na bunda da professora enquanto estava tomando. Tenho até uma foto aqui (Jerry tira uma foto e mostra para os amigos).
ERIC e THOMAS – Puta que pariu! É mesmo.

 

THOMAS – Às vezes eu suspeito que ela seja um traveco.
JERRY – Bom depois disso, a professora recomendou ao diretor que eu fosse expulso da escola. E também minha ficha estava escrito todas as ações e atitudes dos planos cometidos por nos e o Frank em tentar conquistar as garotas acabou fazendo com que meus pais tivessem a ideia de nos mudar novamente.
ERIC – E você por acaso se formou em administração, certo?
JERRY – Correto, administração empreendedora. Como você descobriu?
THOMAS – Ora, você sempre tinha ideias inovadoras pra gente e o Frank, mesmo que ele não quisesse você no grupo. Lembra naquele dia que você roubou uma prova fodida dessa professora; e o Frank se achando que iria bem e se dar melhor sem nós três substituindo por um papagaio de pirata.
JERRY- É... Mas pra mim tive um momento mais marcante.
ERIC – Qual foi?
JERRY – Quando nossos pais fizeram uma mini olimpíadas interno. Meu pai que era um escroto técnico e professor de educação física entrou de penetra e como vencedor tinha que correr pela cidade vestido com um macacão de coelho em publico.
ERIC – Nunca vou me esquecer de termos vistos a Nina pelada e ficamos completamente paralisados.
THOMAS – Que corpão. E foi justamente por isso que o Frank se descongelou e tomou umas porradas do namorada da Nina, o Tommy.
JERRY – Deixe-me perguntar uma coisa. O que aconteceu com Frank depois que eu me mudei novamente.
ERIC – Putz. Eu nem sei. A gente se cansou de ficar perseguindo e conquistando as garotas mais velhas, e cada um seguiu seu próprio caminho.
THOMAS – A ultima coisa que eu ouvi dele é que ele tinha fugido ao Brasil a fim de tirar longas férias e pegar umas prostitutas.
JERRY – Eu estive por lá recentemente e por coincidência...
THOMAS – O que? O que aconteceu?
JERRY – Eu soube que ele abriu um pensionato universitário só para espionar as...
ERIC – Tá a gente entendeu e conta mais.
JERRY – Bom, aconteceu uma tragédia mal explicada que se sabe é ter envolvido: ele, dois acadêmicos e um cachorro sem um olho.
THOMAS – Nossa que bizarro.



FIM

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Casamento Ateu




“Casamento Ateu”
(23/01/2015 – sexta feira)
Escrito por Robson Nakazato


Em um ambiente grande encontram se muitas pessoas sentadas em bancos de igreja para celebrar um casamento ateu. A celebração acontece num cartório e no lugar do padre encontra-se um filósofo.

FILÓSOFO – Senhoras, Senhores e Jovens. Estamos aqui neste lugar para celebrar a união destas duas pessoas e de suas famílias. Diante de todos os presentes aqui estão a testemunhas: os padrinhos e convidados dos noivos agnósticos - Charles e Patrícia. Como esta celebração não exige uma divindade superior podemos iniciar o matrimônio. Peço para que todos estejam ajoelhados e aplaudamos para iniciar a união com sorte.

Todos se ajoelham e dão aplausos por um minuto. O Filósofo pega o microfone apontando para Charles e aponta seu dedo indicador na testa dele.

FILÓSOFO – Charles repita tudo o que eu disser e olhe diretamente para os olhos de Patrícia. Eu Charles Neto...
CHARLES – Eu Charles Neto...
FILÓSOFO – Prometo jurando por todo universo para você Patrícia...
CHARLES – Prometo jurando por todo universo para você Patrícia...
FILÓSOFO – Amá-la, respeitá-la e me responsabilizar por todas as ações e atitudes futuras.
CHARLES – Amá-la, respeitá-la, e me responsabilizar por todas as ações e atitudes futuras.
FILÓSOFO – Até a chegada da morte.
CHARLES – Até a chegada da morte.

Filósofo tira o dedo indicador na testa do Charles. Depois o Filósofo pega o microfone apontando para Patrícia e aponta seu dedo indicador na testa dela.
                                                                                             
FILÓSOFO – Patrícia repita tudo novamente e olhe diretamente nos olhos do Charles. Eu Patrícia Falcão...
PATRÍCIA – Eu Patrícia Falcão...
FILÓSOFO – Prometo jurando por todo universo para você Charles...
PATRÍCIA – Prometo jurando por todo universo para você Charles...
FILÓSOFO – Amá-lo, respeitá-lo, e me responsabilizar por todas as ações e atitudes futuras.
PATRÍCIA – Amá-lo, respeitá-lo, e me responsabilizar por todas as ações e atitudes futuras.
FILÓSOFO – Até a chegada da morte.
PATRÍCIA – Até a chegada da morte.

O Filósofo tira o dedo na testa de Patrícia. Começa falar no microfone.

FILÓSOFO – Durante toda esta oração não houve algum tipo de desrespeito a alguma religião e sem subestimar a crença de cada um. Assim, alguém mais aqui que foi contra este casamento, não disse nada neste momento e calou-se até agora. Portanto eu oficializo este casamento e união das famílias Neto e Falcão. Podem se beijar.

Os noivos se beijam para celebrar suas uniões. Todos se levantam, aplaudem e se fazem cumprimento entre familiares.

FILÓSOFO – Antes de encerar este momento quero avisá-los que este cartório não é apenas um local oficializador de registros.

As paredes atrás do Filósofo se movem de lado, os bancos são retirados por funcionários. Rapidamente chegam vários garçons, animadores de festas e empregados carregando mesas, cadeiras, banquete e qualquer coisa adequada festa (confetes, luzes, música e etc). Até que o Filósofo troca de roupa vira o Mestre de Cerimônia com uma cartola e diz em grego:

MESTRE de CERIMÔNIA – Férte sto tsírko (“Que comece o circo!”)



FIM